MARKETING EDUCACIONAL E A CULTURA - a sua empresa e a prática social.
“Se a educação não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda”. Paulo Freire
A importância desta conscientização está em, a partir do conhecimento da necessidade do outro, as pessoas poderem desenvolver seu senso de responsabilidade e então, agir.
A lei 9394/96 estabelece as diretrizes e bases da educação escolar brasileira que no seu Título I – da Educação, traz o seguinte:
Art. 1º. A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais.
§ 1º. Esta Lei disciplina a educação escolar, que se desenvolve, predominantemente, por meio do ensino, em instituições próprias.
§ 2º. A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social.
Como aplicarmos estas propostas de responsabilidade social?
O princípio básico dito da escola é ser um lugar onde se aprende a ler e a escrever, mas é fundamental enxergá-la como um local no qual as crianças irão receber boa parte das informações que formarão seus valores construindo novas dimensões da nossa sociedade, ou seja, é a escola que formará intelectualmente e moralmente seus alunos – já que passam períodos inteiros do seu dia dentro dela e por vários anos.
Então, quando definimos a escola como espaço social e consideramos que os alunos encontram-se em processos de construção de identidades pessoais e sociais, temos que pensar em práticas articuladas com a sociedade, que favoreçam a interação e a transformação da mesma.
Numa sociedade globalizada e tecnologicamente interligada, particularmente com a disseminação da TV a cabo e da internet, a responsabilidade da escola e do educador extrapola a educação e soma a ela a responsabilidade social.
O importante, dentro da ação social, é perceber o quanto uma atitude influencia nosso meio. A Escola deve ser um meio mobilizador do jovem que pode – e deve - tomar conhecimento dos problemas de sua sociedade e, principalmente, ser um agente de mudanças dessa realidade, despertar o desejo de transformações.
Identificar, conhecer e procurar alternativas de solução para os problemas da comunidade são ações fundamentais para que a escola, através de seus educadores e funcionários e, até os alunos e seus pais, aprendam a ver e a viver o mundo sob a ótica da pró-atividade.
A responsabilidade social, que já é discutida amplamente dentro de empresas, está cada vez mais sendo difundida na sociedade atual. Os princípios da responsabilidade social vêm sendo integrados à gestão estratégica das empresas, em vez de tratados como um apêndice.
Então, vamos começar a pensar a escola como uma empresa. Produzir projetos através de temas como: participar de grupos de trabalho voltados para a defesa ambiental, para a extinção da violência infantil, para o aprendizado da paz, da solidariedade, inclusão do idoso no mercado de trabalho e de tantos outros valores fundamentais para a vida em sociedade, podem fazer parte do programa sócio-pedagógico das escolas. E estes poderão ser implementados através de recursos advindos das leis de incentivo à cultura.
Para exemplificar utilizaremos o Centro Cultural Justiça Federal que através do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, em novembro de 2004 estabeleceu convênio com a então Primeira Vara da Infância e Juventude – VIJ, hoje Vara da Infância, da Juventude e do Idoso e a Associação Educacional São Paulo Apóstolo – ASSESPA, mantenedora da UniverCidade, para criar espaços destinados a estagiários e realizar cursos, com escopo no que preceitua a Constituição Federal, art. 227, par. 1º. Era o nascimento do Projeto “Guias-Mirins” – possibilitar o estágio dos jovens nas atividades que se desenvolvem no CCJF: informática, atividades de escritório, teatro, música, exposições, seminários, publicações etc. (Fonte – Revista Atrium – CCJF).
Em sua citação, o Senhor Pereira Neto, do Instituto Ethos diz: "Agir de forma socialmente responsável não vai ser mais um diferencial. Quem quiser se manter no mercado vai ter de se mexer.". As empresas estão cada vez mais utilizando o conceito de educação para ampliar seu elo com o social. Percebem a necessidade de se comunicar de maneira mais interativa com suas comunidades.
Peter Drucker em uma de suas aparições fez o seguinte questionamento “Quem é que vai tomar conta do bem comum?”. Com isso, podemos refletir no papel social cada vez mais decisivo das empresas.
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